Na quarta-feira, 4 de fevereiro, uma paciente de Itapetininga (SP) comemorou o fim de uma etapa decisiva na sua luta pela vida: a última sessão de quimioterapia.
Laurinda Melo faz tratamento na Santa Casa de Itapeva (SP), hospital que é referência no tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região. Ela contou que a fé e o apoio da família foram essenciais para superar o período difícil.
Emocionada, ela celebra a vitória e incentiva outras pessoas a não desistirem. “Não é fácil, mas Deus que dá força para prosseguir. Nunca deixar de fazer cada etapa. Às vezes, por conta da consequência da quimioterapia, as pessoas desistem. Aconselho todas as pessoas a fazerem exames e nunca esperar. Eu já me sinto curada.”
A Santa Casa de Itapeva atende, mensalmente, cerca de 4 mil pacientes de 28 cidades da região com uma equipe multidisciplinar. Segundo o médico Márcio Paneghini, os tratamentos contra a doença evoluíram muito nos últimos anos.
“Só existia a quimioterapia, cirurgia e talvez a radioterapia, baseada em energia nuclear, como armas terapêuticas. Hoje, há os aceleradores lineares, que melhoraram muito a forma de atendimento e o resultado”, diz.
A história de Laurinda se conecta com as de outros pacientes, como a do aposentado Abílio Nicomedes. Pai de 10 filhos e avô de 25 netos, ele encontra na família a motivação para seguir em frente no tratamento contra o câncer.
“Eu tenho muito prazer em viver. A morte é pior do que nós, que estamos aqui neste mundo. Se fizermos tudo certo, tudo é muito divertido”, relata.
Além do tratamento clínico, o apoio emocional é fundamental na luta contra o câncer. O psicólogo Cristian Araújo explica que o acolhimento das emoções, que muitas vezes os pacientes não conseguem expressar, faz parte do processo de cura.
“Cada paciente é único e traz a sua história. Isso é muito importante. Como profissional, eu também sinto e caminho junto. Eu posso sentir o sentimento que eles têm. Sentir o que o outro sente é empatia e serve muito para nós”, conta.
Toda a estrutura é montada para que o tratamento seja o mais eficaz possível. No entanto, a mensagem dita pela médica Laurinda Castellani é clara: informação, prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas.
“É importante falar e orientar sobre a prevenção precoce e a detecção. A paciente deve se tocar e fazer o exame físico. A mamografia, aos 40 anos, também é importante. Isso determina a qualidade do tratamento e a recuperação da paciente”, explica.
Com informações do g1
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