Mulher transforma dor em apoio para enfrentar câncer de mama

No papel, um diagnóstico. Na vida, uma travessia. A história de Juliana mudou a partir da descoberta do câncer de mama. A transformação começou por dentro, no silêncio, na fé e na forma de olhar a própria existência. Ao longo do caminho, vieram novos desafios, o AVC da mãe logo após o fim do tratamento e a perda do companheiro. A dor não foi evitada, mas encontrou um novo sentido.

“Nunca ninguém me viu chorando, nunca ninguém me viu triste. Quando eu chegava para fazer a rádio, as pessoas falavam assim: ‘Quem que é essa moça? Quando ela entra aqui, parece que o ambiente fica mais alegre. Ela chega sorrindo para todo mundo’. Eu falei assim, até hoje eu sempre peço a Deus que Deus leve, leve em mim a luz dele, que aonde eu chegue, que eu seja a luz que Deus está em mim para eu mostrar pras pessoas que Deus é bom o tempo todo”, testemunhou a dona de casa, Juliana Afonso Rodrgiues.

Cleide é amiga de Juliana e foi acompanhando de perto a caminhada da amiga que encontrou forças para atravessar o próprio deserto. A história de uma se tornou abrigo para outra. “Quando foi em janeiro, eu estava a passeio e logo que eu acordei, sentiu um caroço bem no alto da mama. E ali já começou, toda a preocupação. Eu acompanhei um pouquinho a Juliana no momento dela também e eu lembrava no momento assim, eu pensava muito nela, porque a força que ela chegava na minha casa num momento que a gente sabe que é tão difícil”, relembrou a dona de casa, Cleide Amaral.

“Já é conhecido de todos que o diagnóstico precoce favorece muito os nossos resultados. Há condições de se fazerem cirurgias com preservação da mama e com remédios, vamos dizer, menos fortes. Remédios mais leves, que não tornam o tratamento tão pesado. Então, descobrir no começo sempre é muito importante”, explicou o médico de cirurgia oncológica, Flávio Luiz Lima. 

Juliana e Cleade são amigas há muitos anos. Um diagnóstico mudou a realidade de vida de cada uma, mas o que não mudou por aqui foi a amizade e o suporte que cada uma deu durante essa jornada. 

“Quando eu soube que a Cleide estava doente, eu falava para ela: ‘Amiga, fuja das pessoas que te colocam para baixo. Fuja de conversas de corredor, de hospital, que as pessoas só falam. O pensamento positivo, em primeiro lugar, sabendo que Deus permite, Deus, Ele é bom o tempo todo’. Então, se ele permitiu que tudo isso acontecesse, é porque ele tinha um propósito na minha vida”, aconselhou Juliana. 

A psicóloga Maryah explica como histórias de superação podem se tornar fonte de esperança para outras pessoas que enfrentam o sofrimento e a incerteza. “O nosso poder maior, para enfrentar bem as situações está em como a gente entende esses enfrentamentos. Então, quando a gente tem outras experiências, histórias parecidas, relatos de sucesso, isso faz com que a gente faça um enfrentamento mais adequado, mais assertivo, dizendo assim, de repente, ‘se ele consegue passar por isso, eu também consigo’”, analisou a psicóloga, Maryah Bittencourt.

Uma amizade sustentada em Deus, um apoio que não falhou. Uma história jamais imaginada, mas vivida com os olhos voltados para o alto, onde a dor encontra sentido e a esperança se renova.

Com informações de Canção Nova

>> Participe do canal oficial do Projeto AMIGOS no WhatsApp. Compartilhamos testemunhos, notícias, reflexões, pedidos de oração e apoio a pacientes com câncer.


Descubra mais sobre Projeto AMIGOS - 17 anos

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *