De acordo com Denis Jardim, oncologista clínico e membro do Comitê de Tumores Geniturinários da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), o “câncer inguinal“, na realidade, não é um tipo específico de câncer e, sim, um conjunto de cânceres que podem afetam a região inguinal.
“A região inguinal é a definição anatômica da parte popularmente conhecida como virilha, onde estão algumas estruturas importantes, principalmente festes fibróticos, pele, tendões e linfonodos — onde, frequentemente, ocorre a principal parte dos tumores dessa região”, explica o especialista.
Ou seja, o câncer inguinal, muitas vezes, está relacionado à metástase (espalhamento) de outros tumores para a região da virilha. Entre os tumores que estão relacionados ao surgimento de câncer na região inguinal estão o câncer de bexiga, câncer de pênis, câncer de colo de útero, câncer de vagina, câncer anal e câncer colorretal.
Por estar relacionado à metástase de outros tumores, uma das causas para o câncer inguinal é, justamente, a existência de outro tumor na região pélvica. Mas esse não é o único fator de risco.
“Alguns tipos de câncer estão relacionados com fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, infecções e doenças autoimunes”, afirma Breno Gusmão, oncohematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Geralmente, os sintomas do câncer inguinal podem ser observados quando algum tumor acomete a região inguinal são:
- Nódulo na região inguinal;
- Dor local;
- Sangramentos do nódulo e infecções secundárias;
- Sintomas gerais, como febre, perda de apetite e perda de peso não justificada.
O diagnóstico do câncer inguinal é feito através da biópsia, coletada por uma agulha grossa, ou incisão cirúrgica. “Normalmente, se faz a extração de um pedaço da lesão ou da lesão completa, e um exame de laboratório para identificar o tipo de câncer que o causou”, afirma Jardim.
Já o tratamento varia de acordo com o tipo de neoplasia diagnosticada — se é linfoma ou outro tipo, ou, no caso de metástase, qual foi o câncer que a originou. “Para cada doença existe uma estratégia de tratamento, assim como a quão avançada esteja a doença, se localizado ou disseminado”, diz Gusmão.
As opções de tratamento podem incluir cirurgia, acompanhada ou não de radioterapia, e, em alguns casos, quimioterapia.
Fonte: CNN Brasil Imagem: Freepik
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