Diagnosticada com câncer pela 5ª vez, paciente é operada com tecnologia inédita

Uma tecnologia cirúrgica inédita no noroeste paulista conseguiu fazer a remoção completa de um tumor no cérebro de uma paciente diagnosticada com câncer pela 5ª vez. A operação ocorreu no Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (SP), no dia 20 de maio.

Há 21 anos na luta contra o câncer, a aposentada Adriana Tiemi Doho passou por múltiplos tratamentos, incluindo outras cirurgias para remoção de tumores. Em 2003, Adriana foi diagnosticada com o primeiro tumor na mama. No período, Adriana estava gestante do segundo filho e precisou prorrogar o tratamento.

Dez anos depois, em 2013, foi constatado um câncer no pericárdio, que envolve o coração. Em 2021, novamente foi diagnosticada com a doença, dessa vez na cervical, ou seja, na coluna vertebral.

No ano seguinte, em exames de rotina, descobriu que o câncer sofreu uma mutação genética, devido a um erro médico, aparecendo no cérebro, conforme contou Adriana. Com quimioterapia, radioterapia, cirurgia e, principalmente, força e resiliência, a paciente conseguiu vencer a etapa com a remoção do tumor.

Contudo, não esperava que, no Dia das Mães deste ano, celebrado no dia 12 de maio, sofreria uma convulsão que representaria o começo de uma nova batalha no tratamento contra um tumor cerebral em uma nova região, detectado a partir de exames.

Apesar do difícil diagnóstico, Adriana revelou que conseguiu forças para vencer, mais uma vez, com a ajuda da família, amigos e da medicina. Isso porque, dessa vez, foi submetida à cirurgia para remoção total do tumor com um dos microscópicos neurocirúrgicos mais avançados do mundo: o Kinevo 900 da Zeiss.

Segundo Adriana, o avanço na tecnologia é “como um farol de esperança em meio à escuridão trazida pelo câncer” e representa mais um passo em direção à cura, na longa batalha contra a doença. Após a cirurgia, ela continua tomando as medicações.

“Mexe muito com o psicológico da gente, mas a gente tem que estar firme e forte. A medicina, com essa evolução, permite que a gente ainda esteja aqui, sobrevivendo. Eu estou bem e feliz, por mais essa oportunidade. Viver vale a pena”, celebra Adriana.

Adriana foi a primeira paciente do hospital a passar pelo procedimento, liderado pelo neurocirurgião do HB, Carlos Rocha. O sistema de visualização robótica proporcionado pelo equipamento permitiu ao cirurgião uma imagem microcirúrgica ainda mais precisa das estruturas do cérebro. Além disso, gera imagens em 4k e 3D, dando noção de profundidade maior e com mais qualidade.

Com informações do G1


Descubra mais sobre Projeto AMIGOS - 17 anos

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *