Startup brasileira quer usar hemogramas e IA para acelerar diagnóstico do câncer de mama

Em seu último levantamento, o Inca, instituto para o combate ao Câncer, projetou a incidência de 73.601 mil casos de câncer de mama em 2023. O documento revelou ainda que 18.139 mulheres vieram a óbito no país em 2021. Esse é um número que a Huna pretende ajudar a reduzir e a partir de um elemento simples: os hemogramas, o exame mais requisitado, barato e conhecido dos brasileiros.

A startup usa esses exames para encontrar sinais que indicam quais mulheres estão mais propensas a desenvolver câncer de mama. A partir daí, gestores de saúde podem organizar melhor as filas para exames de mamografia. Desde o início, entre pesquisa e projetos-piloto com planos de saúde, a Huna já avaliou hemogramas de mais de 500 mil mulheres, realizados com dados de parceiros como o Grupo Fleury, Pardini e o Hospital do Amor.

De acordo com os primeiros números, a tecnologia desenvolvida pela startup tem ajudado a antecipar em até 16 semanas o diagnóstico de uma pessoa com câncer. E o tempo, para o tratamento de câncer, é um elemento-chave. 

Como a Huna foi criada

“O câncer de mama tem uma chance de cura altíssima, de mais de 90% quando diagnosticado nas fases iniciais. Quando o diagnóstico é tardio, a chance de mortalidade é muito mais alta e os tratamentos são muito mais caros”, afirma Daniella Castro, CTO e fundadora da Huna. O problema é que apenas uma em cada quatro mulheres na idade recomendada faz o rastreamento no país atualmente.  

Foi dela a ideia de começar a startup com a identificação de câncer de mama. No instituto e consultoria em que trabalhava, a Kunumi, do professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Nivio Ziviani, a engenheira de produção havia tocado muitos projetos conectando Inteligência Artificial e saúde, usando desde dados de ressonância magnética a raio-x e sangue. 

“Os dados sanguíneos me chamaram muita atenção porque eu vi como utilizamos pouco o potencial de um exame de sangue”, diz Castro. “Todas as pesquisas que fizemos com sangue foram muito promissoras e mostraram um poder muito grande”. 

Quando descobriu que uma amiga estava com câncer de mama em estágio avançado, já com metástase, o desejo de olhar para essa doença foi instantâneo, mesmo sem nunca ter se debruçado sobre a enfermidade. “Eu sabia que tínhamos uma ferramenta muito poderosa”, afirma.

Leia a reportagem completa na Exame.


Descubra mais sobre Projeto AMIGOS - 17 anos

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *