Amputação de pênis: mais de 58 mil foram mutilados pelo câncer no Brasil em 10 anos, saiba como se prevenir

O câncer de pênis é uma doença que afeta milhares de brasileiros todos os anos. Infelizmente, o diagnóstico tardio leva a consequências extremas: a amputação do pênis. Dados do Ministério da Saúde indicam que, entre 2013 e 2023, mais de 58 mil homens foram submetidos à amputação peniana por câncer no Brasil. São números que assustam e mostram a urgência de falar sobre prevenção e diagnóstico precoce.

O câncer de pênis é um tumor maligno que se desenvolve na pele do pênis, mais comumente no glande (cabeça) ou no prepúcio. O tipo mais frequente é o carcinoma de células escamosas. Se não tratado a tempo, o tumor pode invadir tecidos mais profundos, exigindo a amputação parcial ou total do órgão para salvar a vida do paciente.

Por que tantas amputações?

A principal razão para o elevado número de amputações é o diagnóstico em estágio avançado. Muitos homens sentem vergonha ou medo de procurar o médico ao notar lesões, feridas ou caroços no pênis. Com o tempo, a lesão cresce e se espalha, não deixando alternativa além da cirurgia radical. O Sistema Único de Saúde (SUS) registra cerca de 5,8 mil amputações por ano, o que representa uma a cada 90 minutos.

Além disso, a falta de campanhas de conscientização sobre o câncer de pênis e a ausência de programas de rastreamento específicos contribuem para que a doença seja descoberta tardiamente.

Fatores de risco

Vários fatores aumentam as chances de desenvolver câncer de pênis:

  • Infecção pelo HPV (papilomavírus humano), especialmente os tipos 16 e 18.
  • Fimose (dificuldade para expor a glande), que favorece o acúmulo de secreções.
  • Má higiene íntima.
  • Tabagismo.
  • Múltiplos parceiros sexuais sem proteção.
  • Idade acima de 50 anos.

Estima-se que a maioria dos casos poderia ser evitada com medidas simples de prevenção.

Sintomas que merecem atenção

O câncer de pênis começa geralmente como uma pequena lesão, verruga, úlcera ou mancha avermelhada. Pode haver secreção com mau cheiro, sangramento, dor e dificuldade para urinar. Qualquer alteração persistente por mais de duas semanas merece avaliação médica.

Lista de sintomas comuns:

  • Ferida ou caroço que não cicatriza.
  • Vermelhidão ou pigmentação anormal.
  • Secreção com odor forte.
  • Retração do prepúcio (estreitamento).
  • Dor ou desconforto local.
  • Sangramento durante a relação sexual ou ao toque.

Prevenção: como reduzir o risco

A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser evitada:

  • Vacinação contra HPV para meninos e meninas (disponível no SUS).
  • Circuncisão (postectomia) em casos de fimose recorrente.
  • Higiene diária adequada, lavando com água e sabão.
  • Uso de preservativo nas relações sexuais.
  • Autoexame regular e consultas periódicas ao urologista.

Fique atento: se você notar qualquer alteração, procure um médico imediatamente. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento sem amputação.

Tratamento e impactos na vida do paciente

O tratamento depende do estágio. Lesões iniciais podem ser tratadas com cirurgia local (postectomia, laser). Quando o tumor é mais extenso, pode ser necessária a amputação parcial. Nos casos avançados, a amputação total do pênis (penectomia) é realizada, muitas vezes combinada com radioterapia ou quimioterapia.

Após a amputação, o paciente pode ter uma vida produtiva, com reconstrução peniana e apoio psicológico. O câncer não é o fim; com suporte adequado, é possível superar as dificuldades físicas e emocionais.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Câncer de pênis tem cura?

Sim, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas.

2. A amputação é sempre necessária?

Não. Lesões iniciais podem ser tratadas sem amputação. A prevenção é o melhor caminho.

3. HPV pode causar câncer de pênis?

Sim, a infecção por HPV é um dos principais fatores de risco. A vacina é uma arma importante na prevenção.

4. Circuncisão previne?

Estudos mostram que homens circuncidados têm menor risco de desenvolver câncer de pênis.

5. Após a amputação, é possível ter relações sexuais?

Sim, existem técnicas de reconstrução e adaptação. O apoio psicológico é fundamental.

6. Qual é o primeiro sinal?

Geralmente uma ferida, verruga ou mancha que não cicatriza em duas semanas. Ao notar, procure um urologista.

O cenário de 58 mil amputações em 10 anos é alarmante, mas pode ser transformado com informação e prevenção. O Projeto AMIGOS reforça a importância de vencer o preconceito e buscar ajuda médica ao primeiro sinal. Compartilhe este conteúdo e ajude a salvar vidas. Para mais informações, acompanhe nossas notícias sobre câncer e artigos sobre saúde.