Câncer de cabeça e pescoço tem maioria de casos avançados no país, diz INCA
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil é diagnosticada em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura. Esse dado acende um alerta: é preciso conhecer os sinais da doença e buscar atendimento o quanto antes.
O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores que surgem em áreas como boca, língua, gengiva, garganta (faringe e laringe), nariz, seios da face, glândulas salivares e tireoide. A detecção tardia é comum porque os sintomas iniciais – feridas que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor de garganta constante, pequenos nódulos – são muitas vezes ignorados ou atribuídos a problemas benignos.
Os principais fatores de risco incluem o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e a exposição ao sol sem proteção adequada. A prevenção envolve evitar esses fatores, manter a vacinação contra o HPV em dia, usar protetor solar nos lábios e no rosto, e realizar visitas regulares ao dentista e ao otorrinolaringologista.
Quando diagnosticado no início, o câncer de cabeça e pescoço tem boas chances de cura. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, em casos mais avançados, imunoterapia. Uma equipe multidisciplinar – com cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista, fonoaudiólogo, nutricionista e psicólogo – é essencial para o cuidado integral do paciente.
Ficar atento aos sinais do corpo e buscar ajuda médica precocemente são atitudes que salvam vidas. O Projeto AMIGOS apoia a disseminação de informações que ajudam a prevenir e enfrentar o câncer. Voltar para o Projeto AMIGOS