Estudo global relaciona consumo de álcool a novos casos de câncer.

Novo câncer ligado ao álcool: riscos e dados alarmantes

Uma pesquisa global publicada em 2021 mostrou que, em 2020, 4% dos novos casos de câncer — cerca de 740 mil no mundo — estão ligados ao consumo de álcool. Homens representaram aproximadamente 77% desses diagnósticos, com maior incidência de cânceres no esôfago, fígado, mama, colorretal, boca e garganta.

As regiões da Ásia Oriental e da Europa Central e Oriental apresentaram os maiores percentuais de casos relacionados ao álcool, com 5,7% e 5,6%, respectivamente. Por outro lado, o Norte da África e a Ásia Ocidental registraram os menores índices, com 0,3% e 0,7%. No Brasil, foram cerca de 20,5 mil casos atribuídos ao consumo de bebidas alcoólicas, também representando 4% do total nacional.

O estudo publicado na revista The Lancet Oncology revelou que 39% dos casos ocorreram entre pessoas que consumiam entre 20 g e 60 g de álcool por dia (o equivalente a duas a seis doses), enquanto 47% dos diagnósticos foram entre pessoas que consumiam mais de 60 g diariamente. Um dado preocupante mostra que mesmo o consumo moderado, até dois copos por dia, foi responsável por 14% dos casos (aproximadamente 103 mil).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que não existe dose segura de álcool. Qualquer quantidade consumida pode aumentar o risco de câncer, principalmente nos tipos de mama, boca, garganta e fígado. O risco já cresce com apenas uma dose por dia. Para mulheres, por exemplo, esse hábito pode elevar o risco de câncer de mama ao longo da vida de 16,5% para 19%, e duas doses para 21,8%.

No Brasil, uma dose padrão de bebida alcoólica contém cerca de 14 g de etanol, o equivalente a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado. A recomendação é limitar o consumo: até duas doses diárias para homens e uma para mulheres, com abstinência de pelo menos dois dias na semana.

Apesar dos dados, a maioria da população ainda desconhece a relação entre álcool e câncer. Apenas 45% dos americanos reconhecem esse fator de risco, bem abaixo dos 91% que sabem sobre o risco do cigarro. A boa notícia é que reduzir ou parar o consumo de álcool pode diminuir consideravelmente o risco, especialmente para cânceres da boca e esôfago.

Com informações do Metrópoles


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