A prática regular de exercícios físicos tem se mostrado uma aliada poderosa na luta contra o câncer, não apenas na prevenção, mas também no tratamento e na redução do risco de recidiva. Um estudo recente, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), revelou que pacientes com câncer de cólon que adotaram um estilo de vida ativo apresentaram melhores resultados terapêuticos e menor chance de recaída.
Durante mais de uma década, pesquisadores acompanharam cerca de 900 pacientes com histórico de sedentarismo e diagnóstico de câncer colorretal. Os participantes foram divididos em dois grupos: um seguiu um programa estruturado de exercícios físicos, enquanto o outro manteve seu estilo de vida habitual. Os resultados mostraram que o grupo ativo teve uma taxa significativamente menor de recidiva da doença e uma sobrevida geral mais prolongada.
Além dos benefícios clínicos, a atividade física regular também contribui para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes oncológicos. Ela auxilia na redução da fadiga, melhora o humor, fortalece o sistema imunológico e pode atenuar os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais, como a quimioterapia.
Especialistas destacam que a prática de exercícios deve ser incorporada de forma gradual e supervisionada, respeitando as limitações de cada paciente. Atividades como caminhada, natação, pilates e musculação adaptada são algumas das opções recomendadas. É fundamental que os pacientes consultem seus médicos antes de iniciar qualquer programa de exercícios, para garantir que a atividade escolhida seja segura e benéfica para sua condição específica.
Em resumo, a incorporação de exercícios físicos na rotina de pacientes com câncer não só auxilia na recuperação, mas também desempenha um papel crucial na prevenção de recidivas. Essa abordagem integrada ao tratamento convencional representa um avanço significativo na medicina oncológica, oferecendo aos pacientes uma ferramenta adicional para combater a doença e melhorar sua qualidade de vida.
Com informações da VEJA
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