Além dos efeitos físicos e emocionais, o tratamento oncológico também traz um peso silencioso: a dificuldade financeira. Gastos com transporte, alimentação específica, medicamentos, exames, afastamento do trabalho e redução de renda passam a fazer parte da rotina de muitas famílias. Nem sempre isso é falado, mas quase sempre é sentido.
É comum surgir culpa por depender de ajuda ou medo de não conseguir manter o básico. Esses sentimentos não diminuem a força de ninguém. Eles apenas revelam o quanto o tratamento impacta todas as áreas da vida. Reconhecer essa realidade é um passo importante para buscar caminhos possíveis.
Existem alternativas que podem aliviar esse fardo. O Sistema Único de Saúde garante direitos que nem todos conhecem, como fornecimento de medicamentos, transporte para tratamento fora do domicílio e benefícios sociais. Hospitais, assistentes sociais e organizações de apoio podem orientar sobre auxílios, isenções e programas específicos. (veja cartilha OAB)
Conversar abertamente com a equipe de saúde também ajuda. Muitas vezes é possível ajustar horários, encaminhar para serviços de apoio ou encontrar soluções mais acessíveis. Pedir orientação não é sinal de fraqueza, mas de cuidado com o todo.
Redes de apoio fazem diferença. Familiares, amigos, grupos de pacientes e iniciativas solidárias ajudam não apenas financeiramente, mas emocionalmente. Saber que não se está sozinho reduz a sensação de sobrecarga.
O tratamento exige coragem, e isso inclui olhar para as dificuldades financeiras com honestidade e buscar ajuda quando necessário. Cuidar da saúde também passa por proteger a dignidade, a estabilidade e a esperança de seguir em frente.
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