Depois do diagnóstico, o medo costuma chegar antes de qualquer resposta concreta. Ele aparece no intervalo entre exames, no silêncio do quarto, na espera por uma ligação. Não é um medo exagerado — é um medo que nasce quando o chão muda de lugar e o corpo passa a ser observado de perto.
Muitas pessoas tentam esconder esse sentimento, como se falar sobre ele pudesse enfraquecer o tratamento. Mas o medo não some quando é ignorado. Ele se acumula. Acolhê-lo é um passo importante para atravessar esse período com mais presença e menos desgaste emocional.
Informação clara ajuda. Perguntar ao médico, pedir que explique novamente, anotar dúvidas e admitir quando algo não ficou claro são atitudes legítimas. O entendimento do processo reduz a imaginação excessiva e traz mais segurança para o dia a dia.
Criar pequenas rotinas também sustenta. Um horário fixo para acordar, um banho demorado, uma música conhecida, uma conversa breve com alguém de confiança. Esses gestos simples devolvem ao corpo a sensação de continuidade, mesmo em meio ao tratamento.
O medo não desaparece de uma vez. Ele vai e volta. Em alguns dias pesa mais, em outros dá espaço para a esperança. E tudo bem. Caminhar com medo não significa estar parado. Significa seguir, mesmo com o coração atento, aprendendo a respeitar os próprios limites e a reconhecer cada passo dado.
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