Obesidade tem impacto tão grave quanto cigarro no risco de câncer, alerta estudo

O estudo apresentado no ASCO 2025 e publicado no Journal of Clinical Oncology estimou que pacientes em tratamento com agonistas de GLP‑1 tiveram redução de 20 % a 30 % no risco de tumores do fígado, pâncreas, ovário, esôfago e vesícula (exceto câncer de rim, que teve leve aumento). A pesquisa, com 1,6 milhão de participantes nos EUA, é uma das maiores já realizadas sobre o tema .

Além disso, estudos anteriores já vinham apontando aumento na incidência de câncer de endométrio em mulheres jovens, paralelamente ao crescimento da obesidade. A ligação entre excesso de peso e tumores de múltiplos órgãos é direta, linear e preocupante. Isso reforça a importância da prevenção por meio de ações concretas como alimentação equilibrada, atividade física e combate ao sedentarismo como estratégias de saúde pública.

O uso de medicamentos análogos ao GLP‑1 deve ser criteriosamente indicado por médicos, não se tratando de solução estética, mas sim de tratamento para obesidade ou diabetes tipo 2, com benefícios que vão além do controle de peso, incluindo potencial redução do risco de câncer.

O tema do ASCO 2025 — “Driving Knowledge to Action” — destaca que é essencial transformar conhecimento em ação, valorizando fatores de risco modificáveis. O combate à obesidade, assim como a luta contra o tabagismo, deve fazer parte de uma política coletiva e eficaz de prevenção ao câncer.

Leia a reportagem completa no Poder360


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