Câncer de colo de útero: sintomas, causas, relação com HPV e tratamentos

O câncer de colo de útero é uma doença que atinge o colo do útero, parte inferior do órgão, e está fortemente associado ao vírus HPV, transmitido sexualmente. É o terceiro tipo de tumor mais comum entre mulheres no Brasil, mas pode ser prevenido e tratado com sucesso quando diagnosticado cedo. O HPV, especialmente os tipos 16 e 18, é responsável por cerca de 70% dos casos. A infecção pelo vírus nem sempre evolui para câncer, mas a persistência de subtipos de alto risco pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas, que, se não tratadas, progridem.

Os sintomas muitas vezes surgem em estágios avançados, o que reforça a importância de exames preventivos. Entre os sinais estão sangramento vaginal fora do período menstrual, corrimento anormal, dor pélvica ou durante relações sexuais e alterações urinárias ou intestinais. O exame Papanicolau é a principal ferramenta de rastreio, capaz de detectar alterações celulares antes que se tornem malignas. A colposcopia e biópsias complementam o diagnóstico, permitindo avaliar lesões suspeitas.

A prevenção é um pilar essencial. A vacina contra o HPV, recomendada para meninas e meninos de 9 a 45 anos, reduz significativamente o risco de infecção pelos tipos mais perigosos do vírus. Além disso, o uso de preservativos, embora não elimine completamente o risco, ajuda na proteção. Consultas ginecológicas regulares e a realização do Papanicolau a partir dos 25 anos, ou antes em caso de vida sexual ativa, são fundamentais para identificar alterações precoces.

O tratamento varia conforme o estágio da doença. Em fases iniciais, procedimentos como conização, que remove parte do colo, podem ser suficientes. Em casos avançados, radioterapia, quimioterapia ou cirurgia, como histerectomia, podem ser necessários. O acompanhamento médico contínuo é crucial para monitorar a evolução e prevenir recidivas.

Conteúdo completo na Veja Saúde / Imagem Freepik


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