O câncer é um termo que reúne mais de cem doenças marcadas pelo crescimento anormal de células. Em 2024, foi responsável por mais de 600 mortes por dia no Brasil, segundo o INCA. O Dia Internacional do Combate ao Câncer reforça a importância do diagnóstico precoce, dos impactos emocionais após a confirmação da doença e dos avanços no tratamento.
Nas últimas décadas, houve mudança no perfil etário: diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos cresceram até 80% entre 1990 e 2019, conforme a BMJ Oncology. A oncologista Fernanda Pruski destaca aumento especialmente nos cânceres de mama, intestino, tireoide, colo do útero e cabeça e pescoço, com crescimento também na mortalidade nessa faixa etária. As causas envolvem múltiplos fatores, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, obesidade, poluição e exposição a substâncias químicas. Ao mesmo tempo, exames mais sensíveis ampliaram a detecção precoce.
O novo cenário impõe desafios: muitos jovens não se percebem em risco e tendem a ignorar sintomas persistentes, o que pode atrasar o diagnóstico. Especialistas defendem ampliar a prevenção ao longo de toda a vida.
Além do impacto físico, o câncer afeta profundamente a saúde mental, afastando pacientes do trabalho e do convívio social. Estratégias como tratamentos de suporte, estímulo à atividade física e manutenção da rotina ajudam a reduzir a toxicidade e preservar o bem-estar emocional. A aparência também é motivo de preocupação legítima, influenciando autoestima e identidade. Avanços permitem, por exemplo, cirurgias conservadoras no câncer de mama, evitando a retirada total do órgão em cerca de 90% dos casos.
O cuidado multidisciplinar é essencial, integrando psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas e médicos. Rede de apoio e condições socioeconômicas influenciam diretamente a adesão ao tratamento.
Na área terapêutica, a oncologia evoluiu com cirurgias menos invasivas, radioterapia mais precisa, quimioterapias mais toleráveis, terapias-alvo, imunoterapia e medicina personalizada. Hoje, o foco não é apenas a cura, mas o equilíbrio entre controle da doença e qualidade de vida, com pesquisa clínica contínua e abordagem humanizada baseada na escuta e no respeito à trajetória de cada paciente.
- Com informações da Zero Hora
- Resumo: Projeto AMIGOS
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