A exposição ao sol é um tema que gera muitas dúvidas. Sabemos que o sol é fonte de vida e essencial para a produção de vitamina D, fundamental para a saúde dos ossos e do sistema imunológico. Por outro lado, a radiação ultravioleta (UV) é o principal fator ambiental associado ao desenvolvimento de câncer de pele, incluindo o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma, que é o tipo mais agressivo.
O Brasil, por ser um país tropical com alta incidência solar durante todo o ano, exige cuidados redobrados. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o tipo mais frequente no país, correspondendo a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados. A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser prevenida com medidas simples de proteção solar.
Benefícios e riscos da exposição solar
A luz solar estimula a síntese de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e prevenção de doenças ósseas como osteoporose. A exposição moderada, de 10 a 15 minutos por dia em braços e pernas, sem protetor, já é suficiente para manter níveis adequados de vitamina D na maioria das pessoas. No entanto, exposições prolongadas sem proteção aumentam o risco de queimaduras, envelhecimento precoce e mutações que podem levar ao câncer.
Como se proteger
A proteção solar deve ser parte da rotina diária, mesmo em dias nublados ou durante o inverno. As recomendações incluem:
- Usar protetor solar com fator de proteção (FPS) de no mínimo 30, reaplicando a cada duas horas ou após suor ou contato com água;
- Evitar a exposição entre 10h e 16h, período de maior intensidade dos raios UV;
- Utilizar barreiras físicas como chapéus, óculos escuros com proteção UV e roupas com proteção solar (FPS tecido);
- Manter bebês e crianças protegidos, pois a pele infantil é mais sensível;
- Realizar o autoexame da pele regularmente e consultar um dermatologista uma vez ao ano.
Como detectar precocemente o câncer de pele
A regra do ABCDE é uma ferramenta simples para identificar sinais suspeitos em pintas e manchas: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro superior a 6 mm e Evolução (mudança de forma, cor ou tamanho). Qualquer sinal novo ou que apresente alterações deve ser avaliado por um médico.
O diagnóstico precoce do câncer de pele aumenta significativamente as chances de cura. O tratamento varia conforme o tipo e estágio, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia tópica e imunoterapia. No SUS, o acesso ao diagnóstico e tratamento é garantido, e organizações como o Projeto AMIGOS atuam no apoio a pacientes oncológicos.
Mais informações sobre o tema
O Projeto AMIGOS produz conteúdo regularmente sobre prevenção, fatores de risco e tratamento do câncer. Confira nossas categorias relacionadas:
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