Lidando com as emoções e ansiedade durante o tratamento de câncer

Receber o diagnóstico de câncer nunca é fácil. Tanto o paciente quanto a família ficam com as emoções abaladas, podendo ocasionar até mesmo transtornos de ansiedade. Na perspectiva do paciente, por enfrentar o tratamento como um todo, e na de familiares ou das pessoas que ajudam, por receber a notícia e não saber muito bem como lidar com ela.

Se você está passando por isso, saiba que, por mais difícil que seja receber esse tipo de diagnóstico e de notícia, todos ao redor vão querer ajudá-lo. Cuidadores, familiares, amigos, profissionais e pessoas próximas que amem você.

Receber o apoio dos familiares e dos amigos é de extrema importância, por isso é necessário abrir espaço para a participação da família, durante todo o processo do seu tratamento.

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Como é possível ajudar?

Quando temos alguém próximo com um diagnóstico assim, fica difícil saber exatamente como ajudar ou oferecer apoio. Um bom começo é buscando informações sobre a doença e os direitos do paciente, se inteirar juntamente com os médicos sobre as possibilidades de tratamento. Quanto mais informações se tem, menos assustador o problema parece e mais fácil será lidar com ele.

É importante lembrar que cada paciente lida com o próprio diagnóstico de uma maneira específica, alguns focam no tratamento, outros se desesperam e muitos precisam de ajuda psicológica. Inclusive, quem acompanha de perto o desenvolvimento do tratamento também pode precisar de ajuda.  

Algumas dicas podem ajudar os familiares e amigos a se prepararem melhor para este momento de suporte e acolhimento.

  • Passar tempo de qualidade juntos;
  • Perguntar se a pessoa gostaria de falar sobre a experiência;
  • Permitir que o paciente compartilhe seus medos;
  • Estar disponível para conversar;
  • Saber respeitar a necessidade de um tempo para si;
  • Falar sobre outras coisas além do câncer;
  • Oferecer assistência, mesmo com pequenas tarefas;
  • Perguntar em que poderia ser útil nesse momento;
  • Ser sincero e dizer que está ali para o que precisar.

Além disso, pense nas coisas que consomem tempo, energia e que o paciente pode não se sentir bem depois de uma sessão de tratamento. Ofereça sua ajuda para: 

  • Preparar refeições;
  • Realizar tarefas domésticas, como lavar roupa, louça etc.;
  • Fazer compras de supermercado;
  • Ir a compromissos.

Transtorno de ansiedade

 Além do apoio emocional, também é necessário apoio no aspecto psicológico, tanto para pacientes, quanto para familiares, cuidadores e amigos. Segundo o Oncoguia, até 30% das pessoas com câncer definem ansiedade como um sentimento intenso de preocupação, medo e pavor.

A ansiedade pode ser aguda ou crônica. Causada por uma condição física, como um tumor e dores fora do controle ou por uma questão emocional, como: medo da morte, ser um incômodo ou ser abandonado, do tratamento como um todo e do resultado de exames.

Se você tem se sentido ansioso, faça a si mesmo perguntas como:

  • Já teve algum transtorno de ansiedade antes do seu diagnóstico de câncer ou de seu familiar?
  • Já teve diagnóstico de estresse pós-traumático, pânico ou de ansiedade generalizada antes?
  • Tem fobia de agulha, biópsia ou transfusão de sangue?

É importante que todos que te acompanham nessa jornada procurem, com você, um médico especialista nessa área. O melhor tratamento para a ansiedade envolve técnicas para a redução do estresse como o relaxamento. Caso não resolva, pode ser necessário o uso de medicamento.

Ansiedade e depressão são comuns entre pessoas que tiveram câncer, mas você não precisa enfrentar isso sozinho. Sua equipe de saúde será capaz de ajudar a colocar alguns sistemas de apoio em funcionamento para ajudá-lo a navegar por esses sentimentos. 

A família se torna peça fundamental para os cuidados necessários durante o tratamento e depois dele. Por isso, é muito importante ter um espaço de conversa para aprender a melhor forma para ajudar e lidar com os problemas para que você não enfrente tudo sozinho. Assim como ajudar com curativos e remédios caso seja necessário.

Além da família, dos amigos e dos cuidadores, é possível encontrarmos na internet e em redes sociais, grupos de apoio com pessoas que passam pela mesma situação que você e que estão dispostas a ajudar uns aos outros nessa trajetória.

Fonte: Faz Bem – Programa de Cuidado Apoio ao Paciente / Imagem: Freepik


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